Eu meu pai e meu irmão - XVII

Um conto erótico de Beto
Categoria: Homossexual
Data: 11/07/2019 00:17:01
Última revisão: 17/07/2019 01:22:32
Nota 10.00

Eu tinha um misto de sentimentos dentro de mim. Estava feliz pela minha promoção, triste por deixar Carlinhos e Gu estudando de manhã e eu mudar para a noite. Mas sabia que de qualquer forma no próximo ano eu não estaria mais lá, apenas antecipei o inevitável. Feliz pelo Wagner sumir de nossas vidas, mas triste por ver como o Carlinhos ficou com isso.

Com o tempo, eu, papai e o Gustavo ajudamos Carlinhos a superar o Wagner, não imaginei que ele pudesse ficar tão abalado, não imaginei que de alguma forma o Carlinhos esperasse outra atitude do Wagner, uma atitude de assumi-lo e fazê-lo feliz de uma forma que eu não posso.

Também não imaginei que a minha promoção iria me manter tão ocupado e que eu estava tão preparado para a nova função. Rapidamente eu já participava de reuniões com pessoas importantes tanto da empresa como clientes, passei a ser ouvido e respeitado. Cheguei a escutar varias vezes e de varias pessoas que eu teria futuro, que iria longe. Com isso eu me esforçava cada vez mais. O resto do semestre passou rápido. Eu me estressava, mas nos finais de semana eu tinha o meu momento de relaxar com as pessoas que eu amava. Meu pai, Carlinhos e o Gu, minha família.

Durante as férias Carlinhos foi pra casa da minha mãe com o Bruno. Combinei com o Gustavo de irmos pra lá e passar o ultimo final de semana das férias na facul. Carlinhos disse que tinha uma coisa surpreendente para me contar, pelo seu tom de voz já imaginei que era putaria.

- Então é isso que está acontecendo. – Carlinhos nos contou o que estava rolando entre Bruno, Pablo e Diego.

- Incesto é coisa de família então. – Gustavo disse sorrindo. – E onde eles estão agora?

- Devem estar se pegando. Eu não quis sair com eles para esperar vocês chegarem. Estou morrendo de saudades dos meus dois irmãos. – Carlinhos disse sorrindo e veio nos beijar.

Era uma sexta-feira à tarde, tanto eu como o Gu conseguimos escapar mais cedo do trabalho. Minha mãe estava trabalhando e como Bruno fora de casa e sem chave aproveitamos a oportunidade.

- Estou morrendo de tesão. Todo dia vendo essas putarias e sem participar. – Carlinhos disse.

- Tá com muito tesão é? – Gustavo perguntou.

- To sim. – Carlinhos respondeu fazendo uma voz safada.

- Seu cuzinho está piscando está? – Eu perguntei.

- Tá muito Beto. – Carlinhos me respondeu.

- Então deixa a gente ver, deixa? – Gustavo pediu.

Carlinhos desceu a sua calça com a cueca junto, ele rebolava e exibiu aquela bunda linda pra gente. Gustavo passou a mão. Carlinhos se inclinou na cama e eu cai de boca naquele cuzinho maravilhoso.

Gustavo se juntou a mim beijávamos e chupávamos a bunda do Carlinhos. Gustavo aproveita e me beijava. Eu e Gustavo estávamos cada vez mais íntimos. Apesar de não ter rolado mais nenhuma penetração e nunca mais ficamos apenas nós dois sozinhos sem o meu pai e Carlinhos nossa cumplicidade aumentava a cada dia, a cada saída, a cada troca de mensagens. Eu gostava de quando ele me beijava e não entendia porque não fazíamos isso quando estávamos sozinhos.

- Quero chupar um pau. – Carlinhos pediu.

Gustavo se levantou e deu o seu pau para o meu irmão chupar enquanto eu enfiava a minha língua naquele buraquinho que piscava. Gustavo segurava Carlinhos pelo s cabelos e o guiava naquele boquete. Gu gemia de prazer.

- Lubrifica o meu pau. – Eu pedi, a ideia era para o Carlinhos, mas foi Gu quem respondeu.

- Traz ele aqui. – Gustavo pediu.

Levei o meu pau até a altura da sua boca e Gustavo o sugou me arrancando também um gemido. Gustavo o deixou todo molhado e quando soltou a sua boa eu o vi olhando pra mim de uma forma que tudo o que eu queria era beija-lo e assim eu fiz. Me inclinei até ele e o beijei. Voltei para a bunda do Carlinhos, molhei mais um pouco com a minha saliva e o penetrei.

Carlinhos gemeu, tirou a boca do pau do Gu e eles se beijavam enquanto eu comia o meu irmão. Carlinhos já estava completamente em cima do Gustavo, seus corpos relavam um no outro de acordo com o movimento que eu fazia na bunda do meu irmão, sentia as pernas do Gustavo, elas estavam para fora da cama relando nas minhas. Eu gostei de ter o contato com aqueles dois corpos.

Gustavo passava a mão na bunda do Carlinhos e abria as bandas de sua bunda facilitando eu penetrar mais fundo. “Tenho que lembrar de agradecê-lo” eu pensei. Em alguns momentos eu também passava a minha mão por ali para toca-lo. O tesão era enorme, nós três ali curtindo juntos depois de mais uma semana, não demorou muito nós gozamos. Os três, praticamente juntos.

Gustavo teve que ir para o banho, Carlinhos o melou todo. Enquanto isso eu fiquei na cama com o meu irmão deitado no meu peito.

- Então, essa historia do Bruno com os meninos? – Eu perguntei

- Oque que tem? – Carlinhos me devolveu a pergunta.

- Oque você quer que a gente faça? Você já contou o que rola entre a gente? – Eu perguntei.

- Não, contei não. Não ia falar nada sem falar com vocês antes. – Carlinhos respondeu. E Gu voltou para o quarto e deitou do meu outro lado. Ele estava um pouco molhado o que refrescou o meu corpo.

- Eu não quero participar disso. Não sinto atração por nenhum deles e o Diego ainda é uma criança. – Eu disse.

- O Diego já tem 16 anos, cresceu ainda mais e já tem um corpo de homem. – Carlinhos disse. – O que você acha Gu.

- Concordo com o Beto. Sabe que nunca senti tesão no Bruno. Seus primos até que são bonitos, mas... – Gustavo disse e nós o encaramos. – Eu estou mais que satisfeito com vocês.

Mais uma vez eu tive vontade de beija-lo, mas Carlinhos passou na frente e o beijou.

- Também não vejo a necessidade de rolar nada entre eles, mas eu confio no Bruno, de verdade e o Diego é carinha fantástico e super de boa. Até o Pablo parece outra pessoa. Acho que não temos por que nos esconder deles. – Carlinhos disse.

- Eu realmente não me importo. Nunca quis contar para o Bruno para não me expor, eu gosto dele, mas aquele jeito dele me da medo um pouco. – Gustavo disse rindo e eu tive que concordar. – Mas se você confia.

- Eu confio. – Carlinhos disse.

- Então vamos deixar acontecer. – Eu disse.

Carlinhos fez a sua higiene, eu e o Gu nos vestimos e fomos passear pela cidade. Apesar de ser julho estava quente, normalmente era assim quente durante o dia e muito frio à noite. Carlinhos ligou para o Bruno que disse onde estavam.

Fomos até lá, quando chegamos eles estavam de boa, bem comportados. Percebi Pablo se afastando do Bruno, constrangido com a minha presença e do Gustavo. Assim que chegamos ele veio para perto de nós dando ideias para sairmos à noite pegar mulheres e tal.

- Podemos sair à noite sim, falei com o Gu sobre os barzinhos que tem em volta da lagoa. Mas vamos deixar pra lá essa historia de pegar mulher né Pablo. – Eu disse. Deixando Pablo sem graça e a primeira coisa que ele fez foi olhar para o Carlinhos que conversava com Bruno e Diego e não reparou no olhar que Pablo dava para ele.

Ficamos na rua por um tempo conversando e mostrando um pouco da cidade para o Gustavo. Bruno parecia já conhecer tudo. Ninguém precisa de mais de uma semana para conhecer toda a cidade. No final do dia voltamos para a casa, minha mãe já estava lá. Ficamos de papo, contei as novidades sobre o meu trabalho enquanto jantamos.

- E as namoradas Beto? – Minha mãe me perguntou. – Sempre você vinha com uma namorada diferente e esse ano ainda não fiquei sabendo de nenhuma.

- Esse é o ultimo ano na faculdade né mãe, e com a promoção também, meu foco agora é outro. – Eu disse. Minha mãe me olhava de uma forma estranha pareceu não acreditar, Carlinhos segurava o riso e Gustavo olhava apenas para o prato. Percebi quando a minha mãe o encarou.

- Tudo tem a sua hora não é meu filho? Estarei aqui para conhecer a próxima pessoa que você namorar. – Minha mãe disse.

A próxima pessoa que você namorar? Ela não disse a próxima namorada. Será que minha mãe acha que eu sou gay? Será que eu virei gay? Dizem que mãe sempre sabe. Fiquei confuso com aquilo, sem graça que não consegui encarar mais ninguém naquela mesa.

Horas depois meus primos chegaram e fomos andando para os barzinhos na lagoa. Pablo estava mais agradável, não ficou o tempo todo querendo se provar. Com isso a noite fluiu de forma agradável. Mesmo bêbados resolvemos andar de pedalinho, nos dividimos em dois cisnes e apostamos corridas naquela lagoa.

- Dormem aqui hoje? – Carlinhos sugeriu aos meus primos.

- Minha mãe vai ficar puta. – Pablo respondeu.

- Ela já está dormindo uma hora dessas, amanhã a gente resolve com ela. – Diego disse. – Estamos na casa da tia.

- Ok. – Pablo confirmou.

A casa não era grande, não tinha cama para todos, por isso tivemos que improvisar, levamos os colchoes das camas para o chão, mais os colchoes que ficavam guardados para caso de visitas. Ficaríamos todos no mesmo quarto.

- Vamos jogar verdade ou consequência? – Diego sugeriu.

- Adooorrrrooo. – Bruno disse.

Acabamos concordando. Improvisamos uma mesa sobre os colchoes e para fazer um apoio para a garrafa rodar.

- Antes de tudo vamos combinar o que for dito aqui não sai daqui. E se alguém mentir e outra pessoa souber tem que pagar a consequência. – Carlinhos disse.

O próprio Carlinhos girou a garrafa que caiu o lado da pergunta para Bruno e o lado de responder para o Gu.

- Hum... Vamos lá. Gu qual é a sua? – Bruno perguntou.

- Muito vago Bruno. – Gustavo respondeu.

- Seja direto na pergunta. – Diego sugeriu.

- Senhor Gustavo, você curte homem? – Bruno perguntou.

- Também. – Gustavo respondeu direto.

- Eu sempre soube, e ainda acho que você e o Carlinhos se pegam. – Bruno disse rindo.

- Guarde para a próxima Bruno, ele já respondeu essa. – Carlinhos disse e rodou novamente.

Caiu para mim perguntar ao Pablo.

- E você Pablo curte homem? – Eu perguntei. Pablo ficou calado.

- Fala a verdade. – Diego sugeriu.

- É já aconteceu. – Pablo respondeu e todos rimos. Carlinhos girou mais uma vez e foi a vez do Pablo me perguntar.

- Consequência. – Eu disse antes de vir a pergunta.

- Quero que você de um beijo na boca do Gustavo. – Pablo disse.

Eu me virei para o Gustavo que estava do meu lado direito e nos beijamos.

- Tenho certeza que não foi o primeiro beijo. – Diego disse. – Eu acho que rola alguma coisa entre vocês.

- Guarda essa pergunta. – Gustavo disse sorrindo.

Carlinhos rodou mais uma vez e Gustavo perguntou para o Bruno.

- Verdade ou consequência?

- Verdade. - Bruno respondeu.

- O que você prefere dar ou chupar? – Gustavo perguntou.

- Eu amo os dois. – Bruno respondeu sorrindo. – Não sei escolher, depende do momento.

- Consequência então, ele não sabe responder. – Diego sugeriu.

- Então da uma consequência boa de verdade. Nada de beijinho. – Bruno disse sorrindo.

- Então chupa o Pablo até ele ficar de pau duro. – Gustavo disse iniciando as sacanagens da noite.

Bruno se inclinou até o Pablo que estava ao seu lado esquerdo e o chupou. Pablo já estava excitado, mas deixamos Bruno chupa-lo por um tempo. Foi até o Pablo começar a gemer.

Nova rodada e Diego perguntou para o Carlinhos.

- Você chuparia o seu irmão? – Diego perguntou.

- Chuparia. – Carlinhos respondeu. Bruno olhou assustado para o amigo, Pablo sorria pra mim. Gustavo ficava cabeça baixa, acredito que com medo de entregar que ele já sabia.

Nova rodada e se repetiu a dupla, Diego perguntando para o Carlinhos novamente. Depois de uma discursão se deveria ou não rodar de novo Diego perguntou novamente.

- Você já chupou o Gustavo?

- Já. – Carlinhos respondeu.

- Eu sabia. Traidor por que nunca me contou. – Bruno reclamou.

- Eu pedi pra não contar pra ninguém. – Gustavo assumiu a culpa.

Mais uma rodada e Pablo perguntou para mim.

- Você e o Gustavo se pegam?

- As vezes. – Respondi, e era verdade.

- Imagino as putarias que rola. Tenho que confessar. Sempre morri de tesão em você Beto. – Bruno disse rindo. Pablo foi o único que não achou muita graça.

- Eu sei. Eu me lembro quando foi no meu quarto e tentou me chupar. – Eu disse.

- E você deixou, achando que era outra pessoa, achou que era o Carlinhos. Vocês se pegam também. Credo nessa família. – Bruno disse, fez uma pausa dramática enquanto nós o encarávamos. – Credo, mas que delicia.

Todos começamos a rir. A brincadeira acabou, serviu para nos dar liberdade de sermos abertos uns com os outros. Carlinhos contou quando ele me chupou pela primeira vez e como tudo começou a rolar depois que ele mudou para a casa do meu pai. Mas não contamos sobre meu pai saber e muito menos participar de tudo.

Eu e Gu contamos sobre a nossa primeira vez com a Debora anos antes, como eu tinha esquecido daquilo e muita coisa que rolou depois que lembramos.

- Cara isso eu queria, ter uma mulher no meio. – Pablo disse.

- Meu querido uma mulher não faz tão bem como eu. Diz que estou mentindo. – Bruno disse para o Pablo que ficou sem resposta.

- Beto, deixa eu te fazer um pedido. Um único. – Bruno disse.

- O que Bruno? – Eu perguntei.

- Deixa eu te chupar até tirar o seu leite? – Bruno disse e eu olhei para o Gu que estava sorrindo e depois para o Carlinhos. – Deixa Carlinhos? – Bruno pediu.

- Eu deixo, mas é ele que sabe. – Carlinhos respondeu.

- Só chupar? – Eu perguntei.

- Sim, só uma vez, claro se depois você quiser mais, você que sabe. – Bruno disse rindo.

- Tá bom. – Eu disse.

Bruno sorria e seus olhos brilhavam. Ele abaixou o meu pijama e colocou meu pra fora, começou a beija-lo. Diego estava excitado, Pablo passava a mão na bunda do Bruno que rebolava pra ele. Gustavo deu a volta e ficou ao lado do Carlinhos. Os dois se alisavam enquanto Bruno chupava o meu pau utilizando todas as técnicas possíveis de boquete, e mudando sempre para que eu não gozasse tão rápido. Ele queria aproveitar todo segundo com o meu pau em sua boca.

Diego segurava o pau do irmão enquanto ele chupava a bunda do Bruno. Bruno só parou de sugar o meu pau para autorizar Pablo.

- Vem, pode meter em mim. – Bruno pediu.

Pablo colocou a camisinha e meteu no Bruno. Gustavo e Carlinhos se afastaram, estavam em um 69 e enquanto Bruno me chupava eu via aqueles dois e tudo que eu queria era me juntar a eles. Estava bom com o Bruno, ali era tesão. Mas eu teria mais me juntando ao Carlinhos e ao Gu. É, eu os amava.

Levei a minha mão até eles e alisava os seus corpos quantos os dois se chupavam. Diego estava fora do meu campo de visão, não tinha ideia de como ele estava se divertindo. Bruno me chupava no ritmo da metida do meu primo nele. Pablo foi o primeiro a gozar. Mas Bruno não o deixou sair. Pediu que ele continuasse. Bruno acelerou o boquete me fazendo gozar e ele bebeu todo a minha porra.

Eu ainda estava excitado, me juntei ao Carlinhos e ao Gustavo. Gustavo começou a meter no meu irmão que estava de quatro e eu o beijava. Carlinhos começou a chupar o meu pau, não se importando da boca do Bruno que estava nele segundos antes.

Bruno estava deitado com as pernas para cima e Diego metia nele. Enquanto isso ele chupava o pau mole do Pablo. Depois de um tempo todos gozamos e fomos dormir. Dois trios separados, eu Gu e Carlinhos de um lado e Pablo Diego e Bruno do outro.

O Dia seguinte foi bem divertido, fomos para o clube, jogamos vôlei, peteca, nadamos e a noite ficamos em um chalé. Muita putaria aconteceu, mas não nos misturamos. Sei que a vontade do outro trio, principalmente a do Bruno, era se juntar a nós, mas isso não aconteceu.

No domingo fomos almoçar na casa da minha tia. Meu pai apareceu de surpresa. Foi um almoço de família bem legal. Minha tia olhava desconfiada como estamos unidos, bem diferente de como estávamos na praia. Mas não comentou nada. Pelo menos eu não vi.

No final do dia fomos embora, eu e Gustavo no meu carro e Bruno e Carlinhos com o meu pai. Deixei o Gustavo em casa.

- Curti muito o final de semana. – Gustavo disse.

- Eu também. – Respondi.

Ficamos um tempo nos encarando, nós dois queríamos a mesma coisa, mas ninguém tomou atitude. “Por que ficou tão estranho?” eu me perguntava. Tudo era mais fácil com Carlinhos junto.

- Então uma boa semana pra você. – Gustavo disse me dando um abraço rápido.

- Obrigado pra você também. Vamos nos falando. – Eu respondi.

E realmente fomos nos falando diariamente. Trocávamos mensagens o dia inteiro. Sempre nos despedíamos mandando abraços e não beijos e quando saiamos mesmo só nós dois a gente sempre tinha assunto e nada acontecia. Mas quando chegava o final de semana e Gustavo ia lá pra casa e terminávamos na cama com o meu pai e Carlinhos era simplesmente fantástico.

E os dias eram assim.

Apesar de estudar a noite a festa de formatura seria a mesma. Até porque muitos dos alunos que começaram o curso comigo no turno da manhã no decorrer do tempo arrumaram emprego e passaram pra noite. Naquela de arrumar dinheiro para a formatura organizamos uma festa de Halloween.

Eu e Gustavo nos fantasiamos de vampiros. Bruno se transformou em uma espécie de morte com uma cara branca e batom roxo, um sobre tudo preto com detalhes roxo, ficou muito legal. Carlinhos foi como aqueles mortos mexicanos, o que ficou muito legal também.

Não sabíamos se Wagner iria aparecer pelo o que meus amigos me deram noticias Wagner era outra pessoa dentro da sala de aula. Isolado, calado e não queria aproximação com ninguém. Parecia um fantasma na sala de aula e na faculdade. Gustavo também me disse que passou por ele algumas vezes, mas ele sempre abaixava a cabeça.

- Será que o Wagner vai nessa festa? - Perguntei ao Gustavo.

- Não sei. Se eu fosse ele iria. Pode se misturar se divertir sem mesmo ser identificado. – Gustavo me disse.

- Será? – Eu perguntei.

- Não sei. Eu faria isso. – Gustavo disse

- Faria o que? – Carlinhos perguntou.

- Nada. – Eu disse. – Você está lindo, vou te dar um beijo.

- Nem pensa nisso. Vai estradar minha maquiagem. E não sabia que você gostava de mortos. – Carlinhos disse.

- Eu gosto é de você. – Eu disse, beijando a metade do seu rosto que não estava pintada.

Fomos para aquela festa, era uma casa que foi alugada justamente para eventos. Vários ambientes vários alunos da ADM e até de outros cursos que foram convidados e algumas pessoas totalmente desconhecidas. As fantasias eram das mais variadas. Alguns confundiram halloween com carnaval. Começamos a nos divertir bebendo, conversando, dançando. As amigas do Carlinhos Dalila e Vivian também apareceram por lá. Acredito que se eu ficasse com a Dalila de novo o Carlinhos não iria se importar estávamos tão bem resolvidos quanto ao nosso sentimento um pelo o outro que nada nem ninguém seria capaz de nos abalar. Mas eu não tinha vontade de pegar mais ninguém. Como o Gustavo disse meses atrás eu também estava mais que satisfeito com a minha família e o Gu já fazia parte dela.

Um mascarado puxou o Bruno para dançar e ele foi contente. Um tirava casquinha no outro os dois sumiram para o banheiro e depois o Bruno voltou.

- Descobriu quem era o mascarado que estava te sarrando? – Carlinhos perguntou.

- Não, não vi o rosto, só o pau. Se eu ver de novo eu reconheço. – Bruno disse rindo.

- Deve ser o único que pau com batom roxo nessa noite. – Gustavo brincou.

- Ai que viado maldoso. Por quem me toma? – Bruno disse.

- Amigo, você não viu o rosto, e voltou sem o batom na boca, pra onde foi esse batom? – Carlinhos perguntou. Bruno não se aguentou e começou a rir.

- Vocês reparam hein. Me passa o Baton pra eu retocar. – Bruno disse indo ao banheiro.

- Eu também vou ao banheiro. – Gustavo disse.

Um tempo depois Bruno voltou sem o Gustavo.

- Cadê o Gustavo? – Eu perguntei.

- Ele saiu do banheiro com um mascarado. – Bruno respondeu.

- Com um mascarado? O que você chupou? – Carlinhos perguntou.

- Não, um outro. – Bruno respondeu.

Aquilo me incomodou, Bruno deve ter entendido errado, mas onde estaria o Gustavo. Procurei ele pelo casarão e não achei. Resolvi mandar uma mensagem.

- Gu onde você tá? – Eu escrevi.

- Sai da festa, resolvendo algo. Mais tarde te explico tudo. Durmo na sua casa. – Gustavo respondeu.

- Resolvendo o que?

-Aconteceu alguma coisa?

-Precisa de algo?

As mensagens seguintes foram enviadas e não foram lidas. A festa perdeu a graça pra mim. Mostrei para o Carlinhos que levou tudo na boa.

- Relaxa Beto, sabe que o Gu tem cabeça boa. Se ele disse que está resolvendo algo e que explica tudo mais tarde porque ficar nessa? – Carlinhos me perguntou.

Eu mesmo não sabia como responder. Mas eu estava com ciúmes. Eu não tinha pensado nisso antes, não até aquele momento e isso me doeu. Eu estava sentindo ciúmes do Gu.

- Vou embora Carlinhos, a festa já está acabando mesmo. – Eu disse. Carlinhos fez biquinho. – Pode ficar se quiser, juízo ai.

Cheguei em casa e não parava de olhar para o celular conferia as horas e mensagens no celular de minuto a minuto. Percebi que meu pai estava com a TV ligada e fui até ele.

- Acordado? – Eu perguntei.

- Sim vendo um filme aqui. – Meu pai disse. Eu fiquei parado na porta. – Chegaram todos? Nunca foram tão silenciosos.

- Não, eu vim na frente. – eu disse.

- Aconteceu alguma coisa? – Meu pai me perguntou.

- Nada de mais, achei a festa chata. – Eu disse indo para a sua cama. Meu pai me olhava desconfiado.

- Pode falar meu filho. Se abre com o papai. – Ele disse me abraçando.

- Não sei o que está acontecendo comigo. – Eu disse e meu pai me olhava, eu procurava palavras. – Não sei mais o que eu sinto.

- Como assim? – meu pai disse.

- Não sei o que sinto pelo Gustavo. – eu disse de cabeça baixa.

- Claro que sabe. Vocês se amam. Ele é um amigo muito especial. – Meu pai disse.

- Sim pai, mais não é só isso. Tem algo diferente eu não sei. Hoje ele sumiu na festa veja a mensagem que ele me mandou. – Eu disse mostrando as mensagens. – Eu estou me roendo de ciúmes pai. Eu amo o Carlinhos mais que tudo e não sinto mais ciúmes dele. Mas estou com ciúmes do Gustavo.

- Você já entendeu que o Carlinhos sempre vai pertencer a você, assim como você a ele e vocês dois a mim e eu a vocês. Nós estamos ligados de uma forma que nada pode romper, somos uma família e nos amamos acima de tudo, em todos os sentidos da palavra amor. – Meu pai disse me abraçando. – Mas com o Gustavo é diferente, é um amor diferente, forte bonito e mais frágil, pode ou não ser eterno e quando sabemos disso sentimos ciúmes. Hoje o Gustavo está aqui, amanhã ele pode não estar. Assim como Wagner esteve para o Carlinhos no carnaval e depois sumiu. Mas não se preocupe meu filho é claro que o Gustavo te ama.

- Ele ama a nossa família. – Eu disse.

- Ele ama sim, mas com você é de uma forma especial. – Meu pai disse

- Não sei pai. O Gu é o meu melhor amigo, um amigo como eu nunca tive. Quando ele está aqui na cama com a gente ele eu consigo sentir isso, algo especial, mas depois quando não estamos aqui ele é só um amigo. – Eu disse.

- E você queria mais? – Meu pai perguntou.

- Não sei. É estranho que até o carnaval, a gente já ficou sozinho algumas vezes, mas depois disso não conseguimos mais. – Eu disse.

- Mas o que pode ter mudado? – Meu pai perguntou.

- Eu ter transado com o Wagner. – Eu disse.

- E como isso te afetou? – Meu pai me perguntou.

- Isso não me afetou. – Eu respondi.

- Então não pode ser isso. – Meu pai disse. Eu o olhei sem entender. – Beto, se nenhum dos dois tomam alguma atitude é algo que afetou os dois, não só um de vocês.

Meu pai me abraçou e ficamos lá deitado vendo o filme.

Talvez meu pai pudesse ter razão. E talvez eu soubesse o que nos travava quando estávamos sozinhos. Tudo mudou na primeira vez que nós 4 ficamos juntos. Depois que eu transei com o Gustavo. Aquilo foi diferente. A nossa transa o beijo que demos depois. Ali eu soube que eu o amava. E tinha medo do que aquilo significava. Não consegui ser o mesmo tinha medo de não ser correspondido da mesma forma. Tinha medo de tomar alguma atitude quando estava sozinho com ele. Mas pensar em perde-lo me fez ter coragem de dizer tudo o que eu sentia.

Consegui esquecer o meu celular por um tempo e quando peguei tinha uma mensagem do Gu.

- Já estão em casa? – Ele perguntou na mensagem.

“Puta merda. Já tem quarenta minutos que ele mandou” pensei. Resolvi ligar. Gustavo atendeu disse que havia voltado para a festa quando eu não respondi e que já estava com o Carlinhos a caminho de casa.

- O que aconteceu? – Eu perguntei assim que chegaram.

- Ele está fazendo mistério. Disse que ia contar uma vez só pra nós dois juntos. – Carlinhos disse indo ao banheiro e pegando alguns produtos para tirar a maquiagem do seu rosto. – Agora pode falar.

- O mascarado era o Wagner. – Gustavo disse. Carlinhos congelou e olhou pra ele, eu fechei os meus punhos com ódio.

- O que ele queria com você? – Eu perguntei.

- Conversar. – Gustavo respondeu.

- Sobre o que? – Eu insisti.

- Se você deixar eu falar, eu conto tudo. – Gustavo disse e começou a sua narração:

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“Eu estava no banheiro mijando e o Bruno lá no espelho passando batom. Quando o mascarado parou do meu lado.

- Preciso falar com você – O mascarado disse. Eu olhei para o seu rosto esperando que ele tirasse a mascara, mas ele não fez. Mas eu vi o pau e deduzi que era o Wagner. – Vêm.

- Eu sabia que você viria nessa festa. – Eu disse.

- Eu vim só pra poder falar com você. Vem comigo. – Ele disse.

- Pra onde? – Eu perguntei.

- Por favor venha comigo. Por tudo que já vivemos um dia. – Wagner me pediu tirando a mascara e eu pude ver nos seus olhos que eu podia confiar.

Entramos no carro dele, ele ligou e saiu ainda calado. Foi quando o Beto me mandou mensagens e eu respondi. Fomos para um lugar que costumávamos ir para conversar e também namorar.

- Por que me trouxe aqui? – Eu perguntei.

- Por que eu quero falar sobre o passado Gu. – Wagner disse.

- Se soubesse que era pra isso eu não teria vindo. Achei que precisava de conversar que estava pensando em se matar ou coisa parecida. – Eu disse.

- Cheguei a pensar nisso mesmo. – Wagner respondeu.”

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- O Wagner pensou em se matar? – Carlinhos perguntou interrompendo o Gustavo.

- E ele te levou para o lugar que vocês costumavam namorar? – Eu perguntei, já que o Carlinhos tinha intrometido me senti no direito.

- Sim e sim. – Gustavo disse. – Íamos naquele lugar quando namorávamos. E o Wagner disse que pensou em se matar, antes, mas que agora não pensa mais nisso. Posso continuar?

Eu e Carlinhos concordamos e Gustavo continuou contando o que aconteceu:

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“ Saímos do carro e o Wagner continuou.

- Eu errei com você. Eu sei que errei muito. – Wagner disse.

- Que bom que sabe. Errou feio, errou rude. – Eu disse começando a achar graça naquilo.

- Agora eu sei. Talvez eu sempre soubesse, mas agora eu reconheço. Depois do que passei com o Carlinhos eu me coloquei no seu lugar e de varias pessoas que eu magoei. Mas no seu principalmente, pois você me amou de verdade. – Wagner disse.

- Que isso Wagner? Entrou nos programas de viciados que tem aquele passo a passo de pedir desculpas? – Eu disse rindo.

- Estou falando serio e você vem fazer piada? – Wagner me criticou.

- Desculpa, mas está engraçado, eu também já bebi um pouco e sempre quis escutar você falando isso. Então me deixa aproveitar esse momento. Pode continuar com as suas desculpas. – Eu disse.

- Não vai dar pra falar serio com você? – Wagner reclamou.

- Quantas vezes eu tentei isso Wagner e o que você fez além de me humilhar? – Eu disse.

- Eu estou abrindo o meu coração, o que o Carlinhos fez me fez refletir. – Wagner disse.

- Que bom, pena que demorou pra alguém fazer isso com você. Mas antes tarde do que nunca. – Eu disse.

- Eu amei o Carlinhos, mas ele me apunhalou. – Wagner disse.

- E eu amei você e você fez isso comigo. Mas o Carlinhos não te apunhalou. Ele te deu uma opção, um caminho. Ele também te amava. Eu vi o quanto ele sofreu nesses meses. Eu dizia pra ele que não valia a pena sofrer por você. Um babaca egoísta que ele mal conhecia. – Eu disse.

- Talvez eu merecesse isso. Mas o Carlinhos disse algo que ficou na minha cabeça. Que talvez de uma forma inconsciente fosse verdade. Eu te invejava, invejava a sua coragem de amar, de assumir isso e acreditar que o amor era mais forte que o preconceito, invejava a sua força, e invejava o que você tinha com o Carlinhos e com o Beto. – Wagner disse. – Eu te amei Gustavo e foi por medo do que isso significava pra mim que eu te afastei. Pensei que se você me odiasse eu ia conseguir te esquecer.

- E pelo visto deu certo. Foi bom apenas pra você. – Eu disse irritado. – Você realmente é mau, mesquinho, egoísta. Não tem ideia de como me fez sofrer.

- Eu fui sim egoísta, mesquinho tudo isso e muito mais. Mas não sou mais assim, tanto que estou aqui te contando e te pedindo perdão por tudo. – Wagner disse e olhou pra mim. Parando na minha frente. –E a verdade é que eu não consegui te esquecer completamente.

Ao dizer isso ele me beijou.”

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- Ele te beijou? – Carlinhos perguntou.

- Nós nos beijamos. – Gustavo disse.

- Eu não acredito que vocês se beijaram. – Eu lamentei.

- E não foi só isso. – Gustavo disse. Voltando a sua narração.

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“Eu o empurrei depois de um tempo que a gente estava se beijando. Acho que a gente se beijou por tempo de mais. Mas vocês têm que entender que o Wagner não é uma pessoa qualquer.

- Que merda você está fazendo? – Eu perguntei.

- Não foi uma merda, você gostou que eu sei. – Wagner disse. – Vamos ficar juntos Gu. Me perdoa e volta pra mim?

Eu não posso negar que sempre esperei escutar isso.

- Você continua o mesmo egoísta Wagner. Você não mudou. – Eu disse.

- Como assim? Assumi todos os meus erros, te pedi perdão por tudo. – Wagner disse. – Estou aqui querendo voltar com você.

- É perdão que você quer? Eu te perdoo. Mas me tirar de uma festa que eu estava com meus amigos. E vir aqui do nada me pedindo perdão e querendo voltar pra mim? Você está louco? – Eu disse.

- Eu pensei muito sobre isso. Pareceu o certo. A gente já se amou um dia. E esse beijo foi prova que ainda existe algum sentimento. – Wagner disse.

- Wagner, você não está bem. Passou por situações difíceis. Se sente sozinho e precisa se encontrar. Você me procurou achando que eu era o caminho mais fácil. Pra você não precisar fazer o mais difícil. – Eu disse.

- Do que você está falando? Não tem nada de caminho mais fácil. Não sabe como foi difícil pra mim te falar tudo isso, aceitar tudo isso. – Wagner disse.

- Ainda assim é mais fácil do que enfrentar a si mesmo, a amar a si mesmo. De boa você precisa se tratar. – Eu disse entrando de volta para o seu carro. – Me leva de volta Wagner.

- Gustavo espera. – Wagner disse vindo mais uma vez na minha direção e me beijando.

Mais uma vez eu o empurrei. E mais uma vez ele voltou a me beijar. Só que dessa vez eu não resisti. Nos beijamos, Wagner passou a mão pelo meu corpo chegou no meu pau, desceu as minhas calças e me chupou.

Eu me deixei levar. Era o Wagner ali, depois de tudo que aconteceu ele estava ali. Tem ideia de quantas vezes antes de conhecer vocês eu pensei naquilo, numa situação assim. Depois de tudo que eu passei, depois da nossa ultima vez eu me esforçando para ser passivo para ele não terminar comigo. E eu tinha a chance da minha ultima vez com o Wagner não ser tão degradante pra mim?

Ele pegou uma camisinha e nós transamos. Quando por fim gozamos eu tive uma crise de riso. E essa crise passou para o Wagner. A gente ria e não parava.

- Eu não sinto nada por você. Eu não te amo – Eu disse pra ele.

- Eu sei, eu também não. – Wagner respondeu e continuamos rindo.

- Mas eu gosto de você, eu te perdoo. Mas dê um jeito na sua vida. Você tem tudo, por que fica arrumando problema? – Eu disse.

- Se fosse tão fácil. – Ele respondeu.

- É sim descubra quem você é e seja feliz. A nossa felicidade não depende dos outros, das aparências e só temos condições de fazer outra pessoa feliz se formos felizes também. – Eu disse. Nos abraçamos e fomos embora.

Ele ainda me perguntou se poderia me ligar para conversar, que eu sempre fui um ótimo ouvinte e muito bom em dar conselhos. Eu disse que tudo bem, que agora eu desejava o melhor pra ele. Eu precisava vê-lo realmente arrependido e que ele me pedisse perdão sendo sincero de verdade.”

x-x-x-x

- E precisava transar com ele? Eu não acredito que você transou com ele. – Eu disse.

- Você está achando ruim? – Gustavo me perguntou.

- Mas é claro. – Eu disse. – Você nos traiu.

- Calma ai Beto. Você também transou com o Wagner. E quando você contou eu não agi assim. E pra falar a verdade eu estava era preocupado era com a reação do Carlinhos. – Gustavo disse e olhou para o meu irmão.

- Eu te entendo Gu. – Carlinhos disse. “Como o Carlinhos podia entender aquilo?”

- Foi totalmente diferente quando rolou entre eu e o Wagner. – Eu disse.

- Diferente por que? Vocês também tinham uma historia, ele também conversou com você, te disse um monte de merda de que ele fez e que se arrependia. E no fim você também se deixou levar. Pra você foi a primeira e única vez. Pra mim foi a ultima. – Gustavo disse.

- Mas naquela época não tínhamos o que temos hoje. – Eu disse.

- Existe alguma diferença pra você? Por que pra mim não, éramos amigos e ainda somos. Íamos para a cama juntos e ainda vamos. O que é diferente?. – Gustavo disse.

- Não está igual e você sabe disso. – Eu disse.

- É verdade. Tínhamos muito mais liberdade antes. – Gustavo disse, se levantando.

- Gu onde você vai? – Carlinhos perguntou. Nunca tinha visto tão calado, acho que sua ficha ainda não tinha caído.

- Eu vou embora. – Gustavo respondeu. – Boa noite. E me desculpem qualquer coisa.

- Gustavo espera. – Eu disse.

- Pra que? Para você brigar mais comigo? De tudo que eu disse, de tudo que aconteceu a única coisa que você consegue ver é que eu transei com o Wagner? Não vê como isso foi importante pra mim. Não é capaz de perceber como me doía quando o Wagner se aproximava de vocês e tentava nos afastar e eu lutava sozinho contra isso. E a partir de hoje isso acabou. Que qualquer ferida que eu tinha agora está cicatrizada que eu tenho total certeza que não sinto mais nada por ele, nem mesmo magoa.

Eu realmente não via isso. Não tinha pensado nisso até o Gustavo dizes, me doeu olhar pra ele e ver seus olhos cheios de lagrimas.

- Eu não quero brigar com você. Só não quero que você vá embora assim. – Eu disse.

Eu não queria me afastar do Gu, mas me sentia magoado, traído. Entendia os motivos do Gu, mas não entendia por que ele ainda tinha a necessidade de ter transado com o Wagner. Não tive coragem de dizer para ele o que eu sentia. Parecia que já era tarde de mais.

Acabou que nesta noite apenas dormimos. Gu pediu para ficar no quarto do Carlinhos, que dormiu com o meu pai e eu sozinho na minha cama. Mal dormi aquela noite queria ir para o quarto do Carlinhos e pelo menos ficar abraçado com o Gu. Mas não fiz.

No dia seguinte ele foi embora cedo. Eu não tive coragem de mandar mensagem pra ele e ele também não mandou mensagem pra mim. E pela primeira vez desde que a nossa amizade ficou tão fortalecida não conversamos durante a semana.

Carlinhos me dava noticia dele. Dizia que aparentemente ele estava bem, mas que podia ver que ele mentia. Disse que não queria conversar sobre aquilo. No final de semana Gustavo também não veio para a nossa casa, inventou alguma desculpa para o Carlinhos.

- Vocês tem que acabar com essa birrinha de vocês. – Carlinhos me disse bravo. – Vê se crescem.

A semana novamente se seguiu. Era mais um dia normal no trabalho quando meu chefe me chamou.

- Tenho uma grande oportunidade de pra você. – Ele me disse. Contou sobre um projeto que será desenvolvido em Luanda. Que ele não vai poder ir para gerenciar, pois a esposa estava gravida e ele não poderia leva-la e nem deixa-la aqui. Que o projeto era de 6 meses mas que poderia durar até um ano. Que eu era a pessoa certa, ganharia muito dinheiro e poderia escolher mais dois funcionários para formar a minha equipe lá. O projeto seria para começar já em janeiro. Tinha menos de dois meses. – Preciso da sua resposta ainda essa semana.

Um ano em outro país. Sem meu pai, sem Carlinhos e sem Gustavo. Um ano vivendo sozinho, trabalhando, ganhando muito dinheiro. Isso é importante pra mim.

Contei para o meu pai e para o Carlinhos. Carlinhos ficou triste, mas meu pai me deu total apoio e convenceu ao meu irmão que seria melhor pra mim. Já no dia seguinte eu aceitei a proposta.

Eu não contei para o Gustavo. Ele ficou sabendo pelo Carlinhos e naquela noite ele foi lá em casa tirar satisfação.

- Como assim você vai embora? Por que não me contou isso? – Gustavo me perguntou.

- Tem mais de uma semana que não nos falamos. – Eu rebati. Entrando no meu quarto. Gustavo me seguiu e fechou a porta.

- E não pensou em me mandar uma mensagem pra contar uma coisa importante dessa. Você que escolheu tudo isso. – Gustavo me disse.

- Eu? Eu não você sumiu. Imagino que deve andar ocupado com o seu novo velho amigo. – Eu disse abrindo o meu ciúme.

- Tenho sim trocado mensagens com o Wagner e quer saber? Ele parece muito mais maduro do que você. – Gustavo me disse.

- Então vai lá ficar com ele. – Eu disse.

- Se eu quisesse iria sim. Você é um idiota e cego. – Gustavo me disse. Eu o encarei. – Achei que éramos amigos.

- Eu também achei. – Eu disse.

- Então por que está jogando tudo fora? – Gustavo me perguntou.

- Você jogou, quando transou com o Wagner. – Eu disse.

- Você não entende. – Gustavo disse.

- Então explica. – Eu pedi.

- Transar com o Wagner foi a melhor coisa que me aconteceu. – Gustavo disse.

- Então vai lá ficar com ele. – Eu disse mais uma vez e agora com raiva.

- Não, não vou. Transar com ele me fez virar essa pagina. Me fez ter certeza dos meus sentimentos e do que eu quero. Esperava que nessa semana você pudesse perceber isso. Mas não pelo contrario. Resolveu fugir. – Gustavo disse.

- Do que você está falando? – Eu perguntei.

- Eu amo você Beto. Como pode ser tão cego. – Gustavo me disse.

- Eu sei você curte a gente. Curte o que fazemos juntos. Você já disse que ama a gente. Mas até quando? Até aparecer alguém, até o Wagner se regenerar? – Eu disse.

- Não Beto, caralho além de cego é surdo. Eu estou dizendo que eu amo você. Não é da forma que eu amo o seu pai e o Carlinhos. Eu... amo... você. – Gustavo disse sentando na cama e abaixando a cabeça.

Eu fiquei parado tentando entender se realmente estava escutando aquilo, da forma correta. Me perguntava se ele me amava por que os últimos meses ficamos juntos só quando estava o meu pai e o Carlinhos. Gustavo mais uma vez pareceu ler os meus pensamentos.

- Tive medo de te falar e nos afastar. De você só me vê como um amigo que se diverte junto com o seu pai e seu irmão. Acha que se eu não te amasse teria deixado você me comer. Eu não sou passivo, não sinto prazer assim. Não é fácil pra mim. Fiz por amor. Como um dia fiz com o Wagner. – Gustavo disse.

- Por que não me disse? – Eu perguntei.

- Pra que? Pra você me dizer que eu estava confundindo as coisas? Não, eu não faria isso. Eu já tinha dado um passo. Um grande passo. – Gustavo disse. Eu me sentei na outra ponta da cama e falei.

- Eu também te amo. – Eu disse baixo. Gustavo não respondeu. – Você escutou?

- Sim. – Gustavo respondeu.

- E ai? – Eu perguntei.

- Eu não sei. Fala de novo. – Gustavo me pediu.

- Eu também te amo. Também tive o mesmo medo. Eu ia te falar isso quando chegasse aqui em casa, mas você contou o que aconteceu com o Wagner e eu achei que era tarde de mais. – Eu disse.

- Então você também me ama? – Gustavo disse aproximando de mim.

- Eu te amo Gu. Não apenas como um amigo. Como o meu melhor amigo. Algo além, muito além. – Eu disse.

Gustavo me beijou, e eu o beijei de volta. Não existia mais medo. Eu podia sentir que o Gu pensava da mesma forma. Era um beijo quente, um sentimento forte, intenso que me permitia quebrar todas as minhas barreiras. Eu estava nu, de corpo e alma. Nos beijávamos, beijávamos nossos corpos, nossos paus estavam duros e eram preenchidos pelas nossas bocas.

Gustavo apertava a minha bunda, dessa vez eu deixei, não fugi como sempre fazia. Senti quando ele passou a sua língua, e eu gostei, o deixei lamber o meu cu enquanto eu engolia o seu pau.

- Eu quero você. – Gustavo me disse.

- Eu sou seu. – respondi e nos beijamos.

Gustavo veio pra cima de mim, levantou levemente as minhas pernas e encaixou o seu pau na minha bunda. Eu tentava relaxar, sabia que não seria fácil. Mas estava disposto a ir até o fim. Era a minha vez de provar que eu o amava. E provei.

Gu foi entrando centímetro a centímetro do seu pau dentro de mim. Eu era preenchido pelo seu pau. Sentia uma forte dor.

- Relaxa. – Gustavo me pediu.

“Estou tentando” eu pensei. Parei de pensar quando novamente ele me beijou e disse no meu ouvido mais uma vez que me amava. Percebi que ele estava todo dentro de mim, a dor tinha passado e o prazer surgia. Gustavo não fazia um entra e sai com o seu pau. Nossos movimentos eram apenas do nossos corpos e isso me deu um enorme prazer. Nossos corpos se movimentavam mais rápidos olhávamos fixamente nos olhos um do outro e algumas vezes nos beijávamos.

Gozamos, foi bom, muito bom. Um prazer diferente não posso dizer que foi melhor do que ser ativo, mas foi maravilhoso. Eu suportei a dor e senti um enorme prazer com o cara que eu realmente amava.

Gustavo saiu de dentro de mim lentamente, senti um alivio, mas também senti falta do seu pau dentro de mim. Do momento que éramos apenas um só corpo.

- Não acredito que você vai embora. – Gustavo me disse.

- Eu vou. Mas não vou te abandonar. Vem comigo? – Eu pedi.

Gustavo me olhou e antes que eu pudesse explicar qualquer coisa ele me respondeu:

- Vou. Eu vou contigo

CONTINUA...

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Comentários

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18/07/2019 08:16:42
beto e gus se acertando.
18/07/2019 00:26:25
Pessoal mais uma vez agradeço a todos pelas leituras, votos e comentários . Saiu a continuação: //in.zdorovsreda.ru/dbnaked/texto/ Montechio – Muito Obrigado Ó – Muito Obrigado. Nem sempre concordo com suas interpretações, mas fico muito feliz com seus comentários. Nem sempre é tudo preto no branco. Pessoas podem pensar diferente e mesmo assim serem felizes. Beto e Carlinhos chegaram em um nível de maturidade do relacionamento que não sentem mais ciúmes um do outro, enquanto Beto sente ciúmes do Gu.. Carlinhos confia no Bruno e não vê que o que ele faz devia ficar escondido. Mas eu concordo com você. Tem coisas que ninguém precisa saber. Pablo é uma outra historia que não vamos explorar muito. Diego está aproveitando então não é nenhum coitado. A relação entre os irmãos não vai deixar de existir. Não acho que me perdi. Estou contando a historia como planejei. – Muito obrigado. Por favor comente e vote sempre. Não tem pontas soltas pois ainda temos alguns capítulos. Foco feliz que está gostando. – Obrigado pelo comentário. Realmente nem sempre é possível agradar a todos. – Muito obrigado. Realmente tudo se resolve numa conversa. – Muito Obrigado. Fico feliz em ter te proporcionado isso. – Muito Obrigado. Toda semana tem um capito novo. E outros contos meus aqui na casa. – Muito Obrigado. Você tem razão. Mas nem sempre isso é negativo contando que todos continuem se curtindo. Não vai faltar a figura do pai nos próximos. – Muito Obrigado. Infelizmente está chegando ao fim. Preciso que confie mesmo quando tudo parecer perdido. – Muito Obrigado. Fico feliz em te proporcionar isso. Não deixe de votar e comentar em todos os capítulos que curtir. – Muito Obrigado. Infelizmente esse conto está no fim. Mas virão outros. Já tenho 4 na cabeça. Me mande um email vamos conversar melhor. – Muito obrigado. Olha que o Bruno está aproveitando bastante. Espero que o mesmo ocorra pra vc. – Muito obrigado. Me fale se gostou do próximo. – Muito obrigado. Lamento a demora mas preciso de tempo para escrever. E como tenho mais de um conto ao mesmo tempo eu me esforço muito para postar sempre uma vez por semana.
15/07/2019 10:32:12
esta incrivel como todos q vc escreve demorei pra ler pq a espera do novo capitulo é torturante
14/07/2019 17:00:33
Muito bom, como sempre. Triste que logo acaba. Acho que o Carlinhos e o pai podem ter um parceiro, mas todos devem continuar essa amizade com sexo. Beto pode ser passivo par o pai, o pai para Beto e Gu, Gu para o sogro, Pablo passivo para alguem e os passivos, serem ativos. Aguardo surpresas.
13/07/2019 05:57:07
Adorei, gustavo e beto são os meus favoritos. A evolução do Beto na história é fantastica e o gustavo é um amorzinho!
13/07/2019 05:15:00
Conto incrível.
DCG
13/07/2019 05:02:34
Como amo, como queria ser o Beto, O Gu, o Carlinhos, mas na verdade sou o Bruno. Kkkkkk
13/07/2019 00:46:43
Putz está maravilhoso, que conto você e ótimo escritor espero que tenha bastante criatividade por que não quero que acabe por tão cedo! Daria 1000 de nota mais só posso dar dez. Quero um dia poder ti conhecer.
12/07/2019 23:43:21
Simplesmente fantástico até que fim eles vão se juntar
12/07/2019 11:35:02
Maravilhoso o conto!!!!
12/07/2019 10:37:05
Sou passivo tenho 52 anos Estou a procura de um companheiro ativo Pra mora junto, não curto versátil ativo E você... ou quem mora na ZS de São Paulo Email Skype eddie
12/07/2019 05:04:19
Leio os seus contos cada vez mais a fio. Ansioso por cada um deles. Que são maravilhosos. Esse então... o melhor até agora. Gozo e me deliciu cada vez mais.
12/07/2019 02:44:47
Porraaaaa tá muito muito bom o Wagner vai ficar livre pro carlinhos haha
12/07/2019 01:30:50
Só dou 10 por não poder dar 11. Eu tô muito apaixonado nessa história. Obrigado pelos mimos 😍♥️
11/07/2019 22:28:01
Não acabe com o conto esse casal é tudo não vai estragar ele pelo amor de Deus. Arrume um boy pro Carlinhos
11/07/2019 22:26:45
Meu Deus que nunca acabe esse conto
11/07/2019 19:23:39
Gente calma o conto ainda não acabou. Temos mais 3 capítulos. Se em um capítulo muita coisa muda imaginem em 3. Mas digam aí Quero ouvir a opinião e a sugestão de vocês. Quem sabe não me influenciam a mudar o que estou pensando para o final.
11/07/2019 17:47:38
Cada vez melhor.
11/07/2019 14:48:30
Há um fator que complica um relacionamento que envolve tantas pessoas (no caso, Carlinhos, Beto, Gu e o pais dos meninos) pois sempre haverá duas pessoas que se identificam mais e elas tendem a se unir e se afastar um pouco dos outros. É o que acontece no caso. Pode ser erótico, sensual, até romântico, mas esses "quadrados amorosos" tem um prazo de validade. Como disseram abaixo, gostaria que explorasse um pouco mais a figura do pai, que era mais ativa no começo da história. No mais, ainda fico na expectativa da relação de Carlinhos com o Wagner. Bom conto, como sempre.
11/07/2019 10:46:17
Mano não some não, ansioso pela continuação cara

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